Capacitações em Soure e Salvaterra: fortalecimento da rede de proteção à infância no Marajó

No contexto da preparação para a COP 30, o Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Pará organizou capacitações nos municípios de Soure e Salvaterra, no arquipélago do Marajó, com o tema “Prevenção à Violência contra Crianças e Adolescentes”, as quais fizeram parte da Operação Curupira Mirim.

Objetivos e público-alvo

Essas capacitações integraram o programa formativo preparatório para a COP 30, com foco em fortalecer a atuação da rede local — agentes públicos, setores de turismo, comércio, saúde, assistência social, conselhos tutelares e operadores do direito — para identificar, acolher, encaminhar e prevenir situações de violência sexual contra crianças e adolescentes.

Conteúdo e condução

Durante os encontros, foram tratados temas como:

  • Turismo responsável e Código de Conduta Brasil, com boas práticas para bares, hotéis e prestadores de serviço local;

  • Identificação de sinais indicativos de violência sexual contra crianças e adolescentes;

  • Procedimentos de acolhimento, escuta especializada e encaminhamento de vítimas;

  • Responsabilidades institucionais e articulação intersetorial no enfrentamento;

Nesse contexto, Diego Martins, representando a Comissão em Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes da OAB/PA, abordou os sinais que uma criança pode apresentar quando é vítima de violência sexual, contribuindo para sensibilizar e capacitar os participantes da rede local.

O papel do Comitê Estadual e da Operação Curupira Mirim

O Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes do Pará é órgão colegiado permanente que atua com atribuições consultivas, propositivas e de monitoramento das políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes no Estado.

A Operação Curupira Mirim é uma ação integrada que reúne órgãos municipais, estaduais e federais — entre eles a Segurança Pública (SEGUP/PA), Ministérios da Justiça, Direitos Humanos, Turismo e outras instituições da rede protetiva — com o objetivo de prevenção, fiscalização e sensibilização da sociedade para evitar a ocorrência de casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, especialmente em áreas vulneráveis e em rota turística.

Essa operação foi destacada como estratégia preparatória para a COP 30, no Pará, integrando ações de orientação a comerciantes, capacitação de redes locais e visitas técnicas em estabelecimentos turísticos, bares e hotéis.

Importância e impactos esperados

As capacitações em Soure e Salvaterra representam um passo estratégico para consolidar respostas locais articuladas, capazes de:

  • tornar os setores de turismo mais conscientes e proativos contra a exploração sexual infantil;

  • ampliar o conhecimento técnico da rede de atendimento local acerca dos sinais de violência sexual e dos fluxos de acolhimento e encaminhamento;

  • fortalecer os mecanismos preventivos e a vigilância social do território em momentos de maior vulnerabilidade decorrentes do aumento de fluxo de pessoas com eventos como a COP 30;

  • promover a articulação entre instâncias jurídicas, de segurança pública, saúde, assistência social e organizações civis locais.

São iniciativas que visam deixar um legado de fortalecimento institucional e rede protetiva consolidada no Marajó, contribuindo para que o território esteja mais preparado para prevenir e responder a violações de direitos de crianças e adolescentes durante o evento e depois dele.

 

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  📝 Texto: Diego Martins

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